Falar de Brasília é motivo de muito orgulho e alegria para mim.
Cheguei aqui em junho de 1977, meio que na marra, não posso negar, mas foi muito bom para mim.
Por que Brasília? Porque fiz concurso público em 1976 e tomei posse em junho de 1977. Tentei encontrar emprego na cidade do Rio de Janeiro, mas naquela época já era muito difícil conseguir um emprego. Procurava emprego nos classificados dos jornais de maior circulação e uma das exigências que chamava a atenção do leitor era que o candidato ao emprego tinha que “ter experiência”, ora bolas!!! Fala sério??? Ter experiência!!! Seria o meu primeiro emprego!!! Como poderia ter experiência???? Durhhhhhhhhh!!! Eu precisava trabalhar para pagar meus estudos.
Foi aqui que comecei a trabalhar e estudar. Namorei e casei. Hoje tenho três filhos, nascidos em 1980, 1990 e 1995. Resido aqui há 33 anos.
Hoje percebo o quanto Brasília cresceu e eu junto com ela. Para mim é uma cidade excepcional para morar, trabalhar, estudar, criar filhos, passear.... Quem reclama que Brasília não tem divertimento ou vida noturna, é porque não tem dinheiro para pagar os bons restaurantes, bares, boates e etc... Aqui tem muita diversão sim. Eu fico muito brava quando falam mal de Brasília. Não admito.
A cidade é privilegiada porque é cercada de muito verde, a vegetação do cerrado é muito bonita e vasta. O Parque da Cidade de Brasília Sarah Kubitschek, vulgo Parque da Cidade, tem 4,2 milhões de m² de extensão. O Parque da Água Mineral (com direito a cachoeira e trilha) é enorme e muito bom para a saúde. Respira-se ar puro lá. O céu é extremamente lindo ao entardecer. Quem já teve oportunidade presenciar e/ou tirar fotos do entardecer de Brasília sabe do que estou falando. É indescritível. A lua, nem se fala, fica tão próxima da gente que dá a sensação de que será possível tocá-la, senti-la. Bem, já notaram que ficaria aqui eternamente para contar o que Brasília tem de bom.
Brasília foi idealizada e construída para ser a capital do Brasil, o centro dos poderes executivo, legislativo e judiciário e é esse o papel que ela exerce.
Brasília, como boa mãe, além de criar seus próprios filhos, desde o início adotou milhões de pessoas que escolheram morar, estudar e trabalhar aqui. Espero que nas próximas eleições a população consiga escolher um governante à altura de Brasília. Ihhhhh!!!! Prometi que não falaria de política e não falarei.
Parabéns Brasília pelos seus 50 anos.
domingo, abril 25, 2010
quinta-feira, abril 22, 2010
Internete
Fiquei ilhada, sem internet por dois dias. Acho que hoje tudo voltará ao normal. Até breve, ou melhor brevíssimo. Uhrrrrrrrr!!!!!!Estou espumando.
terça-feira, abril 20, 2010
HÓSPEDE ABUSADO, MAS ESPECIAL



Eu tive o privilégio de receber um hóspede há mais ou menos três meses. Ele não perguntou para mim se podia hospedá-lo e logo escolheu um lugar. De cara, o achei muitíssimo abusado, mas em seguida, tornou-se ESPECIAL e fiquei apaixonada por aquela minúscula criaturinha de Deus.
Ele precisava fazer um ninho para acomodar a sua encantadora esposa que estava grávida de alguns filhotes. Que romântico!!! Era um passarinho bem pequenininho.
Na varanda da minha casa existe uma peça de ferro que sustenta o telhado, que vai de um lado ao outro da parede. Ele escolheu uma das partes da peça de ferro que ficava próxima da parede.
Após escolher seu local preferido, iniciou a construção da sua casa. Ainda bem que, ele não precisou de ajuda para carregar cimento, telha, e outras coisinhas mais, que todos nós precisamos numa obra. Bem, seria demais, né?. Invadir a minha casa e ainda querer que eu carregue peso??? (Ah!!Ah!!). Quando ele começou a construção do seu ninho, o meu marido que estava em casa teve a oportunidade de observar a rotina do passarinho. Ele trazia em seu minúsculo biquinho um pedacinho de graveto de cada vez. Ele estava tão feliz em fazer um ninho para a família que ele cantava alto, como se dissesse “estou fazendo o ninho para minha família”, piu...piu...piu...!!!
Meu marido tinha um ninho de passarinho e resolveu colocá-lo perto do local em ele estava construindo e depois observou que ele não mexeu, ou seja, ele quis colocar o seu toque pessoal no seu ninho de amor.
A partir daí, a família toda, inclusive a cadela Phoebs não percebeu quando (a passarinha) chegou para chocar os ovos e nem quando o ou os filhotinhos nasceram. Após algum tempo, ouvi piados bem fraquinhos (que diziam estou com fome mamãe...) e a mãe saia do ninho desesperada para conseguir comida para a sua cria, que se calavam, assim que a mamãe trazia comidinha para ele.
Depois de algum tempo não percebi mais a presença deles, deduzindo que tenham ido embora, sem agradecer a hospedagem, mas serão sempre hóspedes especiais e queridos.
sábado, abril 17, 2010
MOTEL NO TELHADO
Ninguém merece ser acordada no meio na noite, após um longo dia de atividades, com barulhos no telhado, barulho é modéstia, MIAUUUU...miauuuuu.... agudos de gatos que decidiram namorar no meu telhado, mais precisamente, acima do quarto da minha filha Patrícia. No dia seguinte ela contou para mim que não tinha dormido bem por causa do “Love” dos gatos. Como assim!!!!!!
Tudo bem que, namorar é muiiiiiito bom, mas cadê a compostura desses gatos? Com tantos telhados disponíveis, só escolhem o nosso. E o que mata a gente de raiva é que durante o dia eles dormem, dormem e dormem e quem não conseguiu dormir à noite passa o dia como um bagaço da laranja.
sexta-feira, abril 16, 2010
ALGUÉM BATE À PORTA
Tomar uma decisão é muito difícil. Eu e meu marido fomos surpreendidos por uma situação que nos deixou perplexos.
Uma senhora bem vestida tocou a campainha de nossa casa e pediu que nós a deixássemos entrar para dormir um pouco, pois estava muito cansada. Nós a indagamos o que estava acontecendo e ela explicou que morava por perto, mas não poderia retornar para casa porque ela tinha sido agredida e expulsa da casa. Após alguns momentos, pudemos perceber que a mesma estava alcoolizada e com a voz trêmula. Eu indaguei se ela havia se medicado de alguma droga e a resposta foi positiva e que havia ingerido, também, bebida alcoólica. Diante do exposto por ela, decidimos nos oferecer a levá-la à Delegacia da Mulher, que prontamente negou, porque gostava muito da pessoa que a agredira; outra opção seria tentar localizar algum parente para tentar ajudá-la, mas disse que não adiantaria porque ela seria crucificada e por último oferecemos levá-la ao pronto-socorro e mais uma vez respondeu negativamente. Nós expusemos a ela que, mediante as negativas das nossas propostas, não poderíamos ajudá-la, porque nós não concordávamos com as atitudes dela. Ela tentou nos convencer que somente precisava dormir um pouco. Nós a informamos que se ela tivesse um mal estar súbito na nossa casa, nós estaríamos em maus lençóis. Nós ficamos tranqüilos porque agimos da forma correta. Lamentamos por ela não ter aceitado a nossa ajuda.
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