quarta-feira, novembro 10, 2010

Cartão de visita

Rita Helena

Quando eu era menininha e sapequinha minha mãe mantinha o meu cabelo longo. Naquela época eu não dava pitaco em nada. O que a minha mãe escolhia tanto para vestir quanto para calçar estava escolhido. E ponto final.

Quando eu estava mais crescidinha eu perguntava a minha mãe porque ela não cortava o meu cabelo. Ela respondia porque não. A resposta não tinha significado nenhum para mim, mas não contestava. Na minha geração o que pai e mãe falavam não podia ser contestado.

Em outra oportunidade eu perguntei se ela tinha feito alguma promessa que envolvia o meu cabelo. A resposta foi negativa, mas sinceramente, eu achava que tinha alguma coisa, sim.

Adulta, eu variei muito as cores e os cortes do meu cabelo.

Semana passada fiz um corte que inicialmente gostei, mas no fundo, no fundo eu queria radicalizar um pouco mais.


Essa semana resolvi cortar mais o cabelo e gostei muito do resultado.








Acho que minha filha Paula vai aprovar. Ela tem um estilo muito especial.

Acho que o cabelo bem cortado e bem tratado torna-se um excelente cartão de visita.

O cabelo complementa o visual tanto feminino quanto masculino.

terça-feira, novembro 09, 2010

Aprendiz de gastronomia

Meu adolescente de quinze anos tem demonstrado interesse pela gastronomia.

É curioso e muito interessado em aprender a cozinhar. Segundo ele, pretende fazer gastronomia. Uau!!!! Vou deitar o rolar quando ele for um renomado chefe de cozinha.

Quando estou cozinhando ele logo se aproxima, observa, pergunta e espera para ver o resultado que deu.

Acho que ele despertou o interesse pela gastronomia, devido a participação em diversos acampamentos, realizados pelo Grupo de Escoteiro Marechal Rondon - 4º DF, do qual ele é membro. Atualmente ele está afastado por causa dos estudos.

Nos acampamentos que frequentou cozinhou arroz, macarrão, carne moída, fez sobremesa, como a palha italiana.

Em casa, aos domingos quando o cardápio é aquela deliciosa macarronada ao sugo, ele quem vai para a cozinha e eu fico só de espectadora.

Ontem, quando cheguei em casa, havia um bolo feito com laranja,outros ingredientes, com cobertura de chocolate.

Perguntei-lhe qual receita ele usou e ele respondeu para mim que entrou em um site da internet.

Tive a curiosidade de ler a receita, afinal de contas, poderia ser mais uma para a minha coleção.

Levei um susto!!!! Quando li a lista de ingredientes, quase tive uma síncope. Desse jeito vou a falência antes do início do curso de gastronomia. Brincadeirinha!!!! A receita pede oito ovos. Terminou meu estoque da geladeira.

Bem, mas o resultado foi maravilhoso. O bolo ficou ótimo. Aí vai a maldade!!! Comi o bolo com sorvete de creme.

Solidária aos meus colegas de trabalho, trouxe um pedaço de bolo que todos apreciaram e elogiaram o feito do meu futuro chefe de cozinha.

Estou vendo a reação dele quando ler este post. "Mãe, que mico!!!!"



segunda-feira, novembro 08, 2010

Mão-de-obra qualificada? Onde?

Eu e várias pessoas do meu convívio pessoal estamos insatisfeitas com a falta de mão-de-obra qualificada e responsável referente aos serviços mais básicos até os mais complexos.

Referindo-me ao serviço mais básico, como por exemplo, o de empregada doméstica tenho muitas observações a fazer.

As empregadas domésticas têm somente a preocupação de saber quanto vão ganhar, antes mesmo de saber quais tarefas vão desempenhar. Sabem na ponta da língua as obrigações que competem aos patrões, mas quanto aos seus deveres, nem sempre.

O fato é que as empregadas domésticas necessitam de treinamento. Precisam saber falar ao telefone, anotar os recados, falar baixo, cumprir horários, saber cozinhar, arrumar casa, passar roupa, não quebrar objetos.

Quanto aos serviços de pedreiro, pintura, encanador, marceneiro, arquitetura, engenheiria não mudam muito, não. É muito difícil encontrar mão-de-obra qualificada e compromissada com os prazos de entrega.

Eu e meu marido decidimos fazer uma reforma em casa e resolvemos seguir "uma cartilha" para que tudo transcorresse certinho.

A experiência está sendo péssima. Primeiro contratamos arquitetos. Foi um parto difícil, mas após quase um ano finalizamos o projeto. Não o proposto por eles, mas sim, as propostas sugeridas por nós.

A seguir, contratamos um projetista com o propósito de apresentar uma planta da situação atual da casa e outra com as alterações baseadas no projeto. Estamos esperando, esperando. Haja paciência!!!

Enquanto esperamos, decidimos iniciar a obra pelo telhado. Contratamos uma empresa especializada em reformas residenciais e confecção de telhados.

A obra do telhado começou em meados de agosto e ainda não terminou. Precisa de alguns reparos.

O engenheiro responsável não fiscalizava a obra como deveria e, sem fiscalização e orientação os pedreiros e telhadistas cometeram alguns erros.

Não bastando, contratamos uma empresa para colocar um telhado de policabornato no jardim de inverno. Eles não conseguiram executar o serviço no prazo combinado e fomos surpreendidos em dois finais de semana com uma cachoeira dentro de casa.

Tivemos que colocar todos os baldes existentes da casa para aparar a chuva que caía no jardim de inverno.

Eu registrei esses momentos fatídicos em que meu marido durante a madrugada retirava água dos baldes para recolocá-los no mesmo lugar.

Quando é que essas pessoas vão perceber que cumprir um contrato de prestação de serviço é uma obrigação? Que o trabalho bem executado gera um cliente satisfeito e uma excelente fonte de divulgação?

Agora, todo cuidado é pouco, porque o mesmo cliente que divulga um bom serviço, pode ser o mesmo a chafurdá-lo na lama.





quarta-feira, novembro 03, 2010

Quando descobri a necessidade de usar óculos

Alguns acessórios começam a fazer parte de nossas vidas, desde a infância, outros, mais tarde. Estou me referindo ao óculos.

Sinto-me privilegiada por não ter usado óculos antes dos quarenta anos. Tenho duas irmãs que usaram desde a infância. Sei que elas não gostavam de usá-los.

Percebi, por acaso, a necessidade de usar óculos. Saí com alguns colegas de trabalho após o expediente e coincidentemente, naquele dia, eu não bebi a deliciosa e geladíssima cerveja. Fiquei só no suco de laranja. Estava usando um antibiótico para tratar uma crise aguda de sinusite.

O grupo era grande e ficamos um bom tempo jogando conversa fora. Bons tempos!!!

Chegou o momento de pagar a conta e quando fui escrever na folha de cheque, notei que não enxergava com nitidez. Levei um susto!!! Não bebi!!! Se tivesse ingerido álcool, tudo bem, teria me excedido e a visão ficou prejudicada.

Bem, comentei com algumas pessoas do grupo que ainda caíram na minha pele, dizendo: "tá vendo, se você tivesse bebido, estaria enxergando tudo e muito bem".

Não é verdade. Eu nem bebia muito, mesmo antes da Lei Seca, o meu organismo dava o sinal de alerta para eu suspender a bebida. Sabia que precisava retornar para a casa sã e salva. Já tinha meus filhos e marido me aguardando em casa. E tem mais. Eu amo a vida e sempre a vivi intensamente.

Após o ocorrido, pensei comigo, caramba!!! Acho que chegou a hora de procurar um oftalmologista.

Acertei na mosca. Comecei a usar óculos para leitura. Mais tarde que comecei a usar óculos para ler tanto de perto quanto de longe, ou seja, meu óculos se tornou acessório inseparável.

De vez em quando, quando leio ou assisto TV na cama, acabo dormindo de óculos.

Meu marido sempre retira meu óculos e no dia seguinte pergunta se eu enxerguei melhor o meu sonho. Espirituoso, não?

Não siga esse mal exemplo. Os ortopedistas e fisioterapeutas condenam essa conduta. O corpo é quem padece.

terça-feira, outubro 26, 2010

A bondade do ser humano

A cerca de um mês Deus colocou pessoas na minha vida com motivos de sobra para agradecer.

Minha mãe está internada na UTI do Hospital Santa Luzia, em Brasília, desde o dia 25 de setembro último, o que não é nada fácil.

Hospital para mim só para ter nenê e fazer exames periódicos preventivos. Odeio anastesia, odeio agulhas.

Há algum tempo ficar internado em UTI tem outro conceito, além de tratar de pacientes com o estado de saúde grave ou gravíssimo, acolhe pacientes que necessitam de cuidados especiais, proporcionando uma vigília mais adequada para resgatar ou equilibrar o estado de saúde daqueles pacientes.

Por esse motivo, quando minha mãe foi levada de imediato para a UTI, foi pela segunda opção que a equipe médica decidiu.

A idade é uma prerrogativa negativa para a convalescença de qualquer paciente, principalmente quando vem acompanhada de complicações cardíacas, pulmonares e infecções diversas.

As atitudes dos profissionais da saúde que convivi nesse período da internação da minha mãe não me surpreenderam. São profissionais engajados com suas atividades, mas percebi que a humanização, a solidariedade, o carinho, a atenção sempre esteviveram presentes nas atitudes de cada um deles.

Não é novidade para ninguém que o profissional de saúde precisa ter além do talento, do conhecimento, necessita também, abraçar a profissão com amor e muita solidariedade.

Os parentes e amigos sempre dão o suporte emocional, talvez, muito comum esse comportamento, mas de pessoas estranhas, que você nunca viu na vida, não é de se esperar? Ou é? Porque não?

Será que o ser humano está aberto a acreditar na bondade das pessoas com quem convive no seu dia-a-dia?

Agradeço a Deus, mais uma vez, pelos profissionais de saúde, que conheci nesse período de internação da minha mãe.

Peço proteção Divina a cada um deles e seus familiares.