quinta-feira, janeiro 06, 2011

As Super Poderosas em ação

Rita Helena





Há cerca de cinco anos trabalhei com duas colegas, que com o decorrer do tempo, as nossas relações tornaram-se cada vez mais solidificadas pela amizade, pela confiança, pela cumplicidade e pelo respeito.

Passamos a maior parte de nossas vidas no local de trabalho, por isso, com certeza, temos que nos relacionar bem com todos os colegas. Não dá pra negar que as identificações acontecem. Uns se dão mais com uns do que com os outros, mas o respeito e a educação têm que prevalecer.

Nós nos separamos no início deste ano, em decorrência das mudanças ocorridas na gestão do Vice-Presidente Michel Temer.

Cada uma seguiu o seu caminho. Eu retornei ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE, a Cassia ao Instituto Nacional de Seguridade Social - INSS e a Vera, após 37 anos de labuta, por enquanto, retornou ao lar, doce lar, porque ela surpreende.

No final do expediente, As Meninas Super Poderosas, como eu intitulei o trio, colocavam o papo em dia. Se uma demonstrava preocupação com um problema pessoal, as outras duas estavam ali para, se não tivesse condição de ajudar, pelo menos, ouvia com amor e paciência.

As Meninas Super Poderosas são três irmãs que unidas resolvem qualquer problema.

Somos três irmãs no plano divino e amigas no mundo terreno. Não há coisa mais gratificante que poder contar com uma amizade verdadeira.

Bem, não foi fácil batizar o trio. A Docinho é a Cassia, a Vera é a Florzinha e a Lindinha sobrou para mim.


Docinho


Florzinha



Lindinha


A amizade é o maior tesouro que se pode ter.

sábado, janeiro 01, 2011

Atitudes sem promessas

Rita Helena

Todo início do ano as pessoas fazem uma lista de projetos e promessas para cumprirem no ano novo.

Muitas vezes, agem pelo impulso, prometem mundos e fundos, e se frustram quando um ano chega ao final e não conseguiram cumprir todas as promessas.

Seria salutar, em vez de viver de promessas, viver de atitudes, encarar os obstáculos que aparecem no cotidiano com amor,sabedoria, coerência, paciência, bom humor e muita humildade.

A tarefa é árdua, é um exercício necessário para o crescimento do ser humano. Já parou para pensar se tudo que acontecesse em nossas vidas fossem realizadas pelo caminho mais fácil? E os desafios? Como superá-los? Onde fica a nossa capacidade de criar? Descascar abacaxis?

Mãos à obra. As adversidades existem, e cada um de nós tem o dever de superá-las.



quinta-feira, dezembro 30, 2010

O tempo voa....

O tempo voa.... e nós pegamos carona.

A rotina diária toma conta de nossas vidas de forma que o ano inicia e termina e não nos damos conta.

Viver em cidades pequenas têm a sua vantagem. A rotina é mais branda e as pessoas conseguem aproveitar melhor a vida. A sensação é que sobra tempo antes do final do dia.

Pequenas cidades propiciam lazeres simples, mas muito saudável, como por exemplo, encontrar os amigos na praça, ver a paisagem, pescar, rolar na grama. É tudo de bom!!!

O mesmo não posso dizer em relação a vida nas cidades grandes. Muitas vezes, parece que os dias não comportam todas as atividades que programamos.

Acorda cedo, toma café, faz ginástica, orienta a empregada, sai para o trabalho, volta para casa, curte os filhos, o marido e a cachorra, e quando olha para o relógio, uau!!! quase meia-noite. Hi!!! preciso tomar banho antes da Cinderela se transformar em Gata Borralheira.

Assim, o tempo voa, e muitas vezes deixamos de dar atenção a milhões de outras coisas que são de extrema importância para a família, para o corpo e a mente, para o trabalho, amigos e parentes.

Estamos chegando ao final de mais um ano.

Acho que temos que agradecer todos os momentos de nossas vidas. Tenham sido eles bons ou maus. Quanto aos bons, damos glória, e quanto aos maus, só nos resta aprender com os erros.

Quando as coisas que não acontecem como gostaríamos, não significam que tenham sido erradas, mas inadequadas para aquela ocasião.

E assim aprendemos, amamos, sofremos, caímos, levantamos, crescemos e, o tempo não perdoa, continua passando na mesma velocidade, ano após ano. Nós é que achamos que o tempo voa...

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Sem tempo para pensar

As festividades de final de ano me deixam louquinha. É uma correria incrível.

Não consigo nem chegar perto do meu computador.

A obra da minha casa está paralisada. Estou quase surtando.

Voltarei em breve.

Aguardem!!!

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Dependência... Comodismo

Rita Helena

Muitas pessoas utilizam terceiros para justificar um certo comodismo sobre suas atitudes.

Cá pra nós, é muito mais fácil deixar de fazer qualquer coisa, porque uma outra pessoa, seja marido, ou irmã, ou filho, ou mulher, ou namorado se manifeste para impedir que se faça aquela tarefa, mesmo sabendo que será melhor para todos.

Estou me referindo a trabalho. Muitas mulheres deixam de trabalhar, deixam de receber o seu salário, porque o marido não deixa. Muitas se acomodam e se sujeitam a receber migalhas a receber seu dinheiro como fruto do seu trabalho.

É uma pena, que esses fatos ocorram mais com famílias em que haja mais necessidade que todos os membros da família trabalhem, para terem uma condição de vida digna, capaz de atender as mínimas necessidades do ser humano.

A classe média tem outro comportamento. Todos trabalham, todos ajudam nas despesas da casa, proporcionando satisfação pessoal e profissional, além da independência econômica.

Estou impressionada com a dificuldade que estou encontrando para contratar uma cuidadora de idosa para minha mãe, e, uma empregada doméstica para cobrir as férias da minha ajudante. É impressionante a minha labuta!!!!

Elas nunca podem decidir sozinhas. Precisam sempre consultar o marido, ou o periquito, ou o cachorro, ou papagaio, para poder bater o martelo e aceitar uma proposta de trabalho. O que eu não consigo conceber é o fato de que a renda da família aumentaria, melhorando em todos os sentidos a condição financeira de todos.

Fico na dúvida na hora de tentar entender esse comportamento. Será machismo?, ou burrice?, ou dependência? ou comodismo?